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Os atractivos turísticos de Urrós podem dividir-se nas memórias ancestrais, na beleza natural e nas actividades tradicionais. Começando por um regresso ao passado, a Igreja dos Mouros é um ponto de passagem obrigatório para recordar a presença romana por terras do Alto Douro. No local de São Fagundo são ainda visíveis dois arcos, um românico e outro gótico, como nos explica um projecto levado a cabo pela Escola Básica 2,3 de Nevogilde, sob orientação da professora Ester Alves e disponibilizado em http://urrosmogadouro.blogs.sapo.pt. O templo romano original terá sido ampliado ou reconstruído no período medieval, daí a existência de dois arcos de estilos arquitectónicos diferentes.
Outro registo de tempos idos que perdura em Urrós é o retábulo pictórico, que pode ser visto na igreja matriz. Nesta pintura consta ao centro o arcanjo S. Miguel a pesar o comportamento das almas, decidindo sobre a ascensão ao céu, representado na metade superior, ou a queda ao inferno, na metade inferior.

A Natureza dotou bem a freguesia de uma beleza ímpar, salientando-se a paisagem das arribas do Douro, que tantos turistas atrai a esta região. De entre estas «varandas» para o Douro salientam-se o piquete da Cerca, as arribas de Torrica (por cimas dos Fornos da Cal, minério outrora extraído), o Castelo de Bouça d'Aires (junto à ribeira dos moinhos) e a paisagem dos vinhedos vista do campanário da igreja matriz.
Se a Sul o Douro domina a paisagem, convém referir que há duas ribeiras a ladear Urrós. A da Frágua passa a Nascente, enquanto a do Valado (também conhecida por Ribeira dos Moinhos) se encontra a Poente, assim como a Barragem das Lages.
Quanto à fauna, salienta-se a presença de cegonhas e de pombos, por motivos diferenciados. As primeiras chegam pelo início de Fevereiro, com a subida da temperatura, e procuram as copas dos carvalhos junto à lagoa das Lajes para aí fazerem os ninhos. Outras há que optam pelo topo dos postes de electricidade.
Os pombos estiveram perto de deixar Urrós, mas o projecto de intervenção promovido pelo Parque Natural do Douro Internacional tem levado à recuperação e repovoamento dos pombais. No interior destas «casas», feitas em pedra, existem numerosos buracos que servem para a nidificação, que ocorre duas a três vezes por ano.

Características da freguesia são ainda as bodegas, túneis escavados no sol onde antigamente se conservavam o vinho e alimentos. Entre os anos 30 e 40 do século passado, estes buracos dispunham, pela forma da construção, de um sistema de climatização e arejamento que mantinham uma temperatura baixa mesmo durante o calor do Verão, tendo capacidade para armazenar duas pipas de 100 a 150 litros cada. Antigamente, as pessoas desciam às bodegas e enchiam o garrafão à medida das necessidades.
São duas as festas em que a população de Urrós se junta. A principal, até pela presença dos filhos da terra que emigraram à procura de uma vida melhor, é a Festa de S. Sebastião, realizada ao terceiro domingo de Agosto. Antes, mais precisamente 50 dias após a Páscoa, celebra-se a Festa em Honra de Nosso Senhor, que engloba três voltas à freguesia: uma pelos gaiteiros a anunciar a alvorada, a do mordomo e amigos a “pedir esmola” para o Santo, logo a seguir ao pequeno-almoço, e o regresso dessa «comitiva» ao final da tarde, havendo sempre iguarias doceiras em casa do mordomo para quem se juntar ao convívio.

 
Energica, Lda